14/10/2012

Amor é fácil, sabe?

Nos últimos dias eu descobri algumas coisinhas sobre o amor. Amor é fácil, sabe? Amor tem vários sub tópicos sob o mesmo índice, milhões de formas, é um rio cheio de afluentes. O que é foda mesmo é amar alguém. É aceitar os defeitos, os erros, os gritos, o jeito do outro. É se arrepender dos seus próprios erros, é ter medo de perder, é desistir de desistir do outro e lutar. Isso que é o foda. Mas não me sinto tola por dizer que as coisas só são impossíveis quando a gente deixa elas serem, porque não são. A gente luta por quem a gente ama, reconquista, se re-apaixona todos os dias de novo e mais uma vez pela mesma pessoa. Amar é isso, sabe? É não se acomodar, é criar uma rotina que seja cheia de surpresas e de mimos. Porque ninguém tá nessa pra ficar sofrendo. Acho que a gente se esquece dessas coisas, toma como garantia o amor do outro e faz o que bem entende, cuida do próprio umbigo e se esquece que amar é cuidar do outro, para que esse cuide de ti. Amor sem reciprocidade não combina, não dá certo, não funciona. Isso aqui é a porra de um campo minado o tempo todo, um passinho errado e a merda toda explode, e aí? Você vai desistir de jogar só porque você pisou em falso? Começa o jogo de novo, revira o tabuleiro e faz certo pelo menos uma vez. Eu descobri que não dá, simplesmente não dá pra ficar parado e se arrepender pelo resto da vida por não ter lutado pela única pessoa na face da terra por quem eu acredito que valha a pena. Ele vale a pena pra mim, com todas aquelas seis letrinhas do nome dele. Com toda aquela coca-cola, aqueles montes de cigarro, zilhões de copos de whisky e aquele jeito que eu nunca vou encontrar em nenhuma outra pessoa na face da terra. Sabe aquele sentimento de que dessa vez as coisas vão ser diferentes? Tá crescendo bonitinho no meu peito aqui, tô regando pra flor nascer, porque a gente não pode esperar que as coisas se transformem por conta própria. Se eu pudesse usar mais uma das minhas milhões de metáforas, em mais uma das minhas zilhões de crônicas, eu diria que amar é enxergar no escuro e lutar com milhões de monstros invisíveis. Não deve ser fácil, nem de graça. Amar requer conquista, não só sobre o próximo, mas em relação a si mesmo.

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